(pela sua estrutura esquemática, este tópico irá incidir sobre uma única fonte bibliográfica: Dobrow, Kamenetz e Devlin, 2002)
No esquema abaixo apresentado, é possível observar que as pessoas em relação aos comportamentos alimentares entram em ciclos, ou seja, umas coisas levam a outras até que o ciclo é formado e a pessoa se sente quase como que empurrada a realizar os comportamentos que tenta evitar. Como em qualquer ciclo, o início do mesmo pode ser um dos seus vários pontos, para simplificar começaremos pelo que aparece em primeiro lugar, no esquema.

As crenças, na maior parte das vezes, não são conscientes, ou seja, são ideias em que aprendemos a acreditar ao longo da vida e das nossas experiências, mas que não pensamos nelas. Ocorrem na nossa mente de forma muito rápida e sem que nos apercebamos, excepto no caso de fazermos um esforço por nos apercebermos delas, elas surgem de forma inconsciente.
As crenças activadoras dão origem a pensamentos, esses sim conscientes, mas não propositados, por esta razão são chamados de pensamentos automáticos. Estes geram necessidades que são sentidas de forma muito forte e que desencadeiam um conjunto de crenças chamadas facilitadoras, cuja função é precisamente facilitar o comportamento, i.é, são um conjunto de “desculpas” que a pessoa arranja para legitimar o comportamento.
Rapidamente a pessoa se foca nas estratégias que vai pôr em prática de modo a conseguir satisfazer a necessidade de comer que se gerou. Normalmente é muito difícil de parar nesta fase, a maior parte das pessoas quando está nesta etapa do ciclo não consegue interromper o comportamento, acabando por comer.
Precisamente devido à força das últimas fases descritas e à consciência que se tem das mesmas, a pessoa acaba por sentir que “falhou” mais uma vez nas tentativas de seguir uma dieta alimentar mais equilibrada. Todas as emoções relacionadas com o mal-estar que esta constatação produz, têm como consequência diminuir a auto-estima a vários níveis, a pessoa sente-se menos capaz, começa a acreditar que não tem suficiente força de vontade, sente-se mais “feia” fisicamente, desiludida com ela própria, etc.
A diminuição da auto-estima pode conduzir a sintomas de ansiedade, depressão e a conflitos interpessoais. Como se observou anteriormente, estes aspectos constituem os estímulos activadores do ciclo, ou seja, compreende-se agora de que forma estamos perante um ciclo vicioso e difícil de quebrar.
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